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	<title>Alexandre Soares Silva</title>
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	<description>Just another Apostos.com weblog</description>
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		<title>O Rubem</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 16:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soaressilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Como Susan Sontag berrou no ouvido de uma fã uma vez: “Não se pode julgar um artista pelos seus piores momentos!”. E antes que os perdigotos da intelectual novaiorquina secassem no rosto da fã, espero que ela já tivesse aprendido a não falar mal de um autor admirado por Susan Sontag.
Mas o que acontece quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como Susan Sontag berrou no ouvido de uma fã uma vez: “Não se pode julgar um artista pelos seus piores momentos!”. E antes que os perdigotos da intelectual novaiorquina secassem no rosto da fã, espero que ela já tivesse aprendido a não falar mal de um autor admirado por Susan Sontag.</p>
<p>Mas o que acontece quando cada página que abrimos é o pior momento do autor? Devemos procurar pela sua única frase brilhante, se ela existe, e julgá-lo por ela? Porque passei seis dias abrindo e fechando dez livros de Rubem Fonseca e cada página que eu abria era, por acaso, o pior momento dele.</p>
<p>Sim, não faça essa cara. “O Rubem?” O Rubem. Se você passasse a vida toda ouvindo elogios a Ronaldinho Gaúcho, e cada vez que ligasse a tv o visse tropeçando na bola ou batendo de cara na trave, dentes voando para todos os lados, ia começar a duvidar dos elogios rapidinho.</p>
<p>Ok, pode parecer implicância reclamar de frases como “larguei o telefone desconsolado” (do conto “Madona”, em “A Coleira do Cão”); essa ambiguidade é permissível, suponho, mas parei o livro para imaginar um telefone com uma carinha desconsolada, e agora o Telefone Desconsolado é um dos personagens da minha vida mental e não posso fazer nada a respeito. Não ajuda nada que esse é o tom geral de desajeitamento de cada página de Rubem Fonseca, que é capaz de escrever “luxuoso palácio” (“O Doente Molière”, p.61), “cubículo pequeno” (“O Caso Morel”, Cap.1), e “o amor nos consome como uma chama” (“Bufo &amp; Spallanzani”, pg.214). Ah sim, espera! Esqueci deste diálogo, um homem e uma mulher:</p>
<p>“Esse coração é o seu ou o meu?”</p>
<p>“O nosso, o suor também é nosso, mas esses fios de cabelo na sua mão são meus.” (de “Soma Zero”, em “Pequenas Criaturas”).</p>
<p>Talvez lhe ocorra que é injusto citar essas coisas, que eu fiz uma leitura cuidadosa desses livros procurando especialmente pelas partes vergonhosas. Mas todo o ponto deste texto é que eu <em>não fiz</em> uma leitura cuidadosa de dez livros. Fiquei abrindo ao acaso. Essas frases vão aparecendo, enchi um caderno todo com elas. Quanto ao contexto, que importa o contexto quando frases assim aparecem em qualquer parte?</p>
<p>Como se fosse uma criança de 12 anos, ele começa contos com a palavra “merda” (“Merda, merda”, início e o fim do conto “Paixão”, na coletânea “Pequenas Criaturas”). Uma vez Luiz Fernando Veríssimo disse que queria começar um livro assim (“Merda! – disse a madre superiora”), mas Rubem Fonseca faz isso a sério.</p>
<p>Também queria saber o que críticos como Leo Gilson Ribeiro ou Nelson dos Reis querem dizer quando falam em “a ironia do autor” e “humor sutilmente corrosivo”. É isto:</p>
<p>“Qual o seu nome?”</p>
<p>“Ajax.”</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>“Ajax? Parece nome de detergente.” (de “A Grande Arte”, p.202)</p>
<p>Ou é isto:</p>
<p>“Você sabe que existe um assassino entre nós?”</p>
<p>“É mesmo?”, eu disse.</p>
<p>“Não está surpreso?”</p>
<p>“Nada surpreende um escritor.”</p>
<p>“Sem essa.” (“B&amp;S”, p.212)</p>
<p>Porque só encontrei isso. E se você encontrasse esses diálogos numa peça de Oscar Wilde, julgaria que ele teve um derrame nesse exato momento.</p>
<p>Em “A Morte de Ivan Ilitch”, Tolstói se dá ao trabalho de descrever em detalhes – e fazer você sentir – todas as gradações de alívio que vêm com o sumiço temporário da dor na vida de um doente. Encarando a mesma espécie de desafio, eis como Rubem Fonseca se sai:</p>
<p>“Deitei-me. Eu estava vivo! Que sensação boa, a da dor passando. A melhor coisa do mundo!” (“O Caso Morel”, p.119)</p>
<p>Tamanha engenhosidade não é vista desde que o Skank, tendo que fazer uma música que mostrasse a beleza do futebol, criou o verso “Mas que beleza é uma partida de futebol!”. Não posso deixar de achar o nível de habilidade igual aí, inclusive no uso do ponto de exclamação.</p>
<p>Os contos são geralmente considerados o melhor de Rubem Fonseca, mas para mim são a pior parte &#8211; basicamente porque feitos desses diálogos extremamente desajeitados, que não posso acreditar que tenham sido elogiados um dia por pessoas que eu mais ou menos respeito. (É um complô?) E todas as narrativas históricas estão cheias de didatismos horríveis como estes, onde a língua portuguesa canta com a beleza de um livro de história para a terceira série:</p>
<p>“Onde está o brigadeiro Eduardo Gomes? (&#8230;)”, disse Vitor Freitas. O brigadeiro fora candidato à presidência da República, pela UDN, em 1946 e em 1950. Na primeira eleição, perdera para o general Gaspar Dutra, que fora ministro de Guerra de Vargas&#8230;” (“Agosto”, C.5),</p>
<p>“Nesse momento, em Milão, é o tempo  da <em>scapigliatura</em>, um movimento de rejeição dos valores tradicionais e burgueses da sociedade&#8230;” (“O Selvagem da Ópera”, p.42)</p>
<p>“Os mercados de câmbio e de café abriram em atitude de expectativa, a maioria dos operadores ainda incertos quanto à interpretação da Resolução 99 da Sumoc – Superintendência da Moeda e do Crédito – que estabelecera a taxa flutuante do câmbio&#8230;” (segue-se uma página toda disso, a 247, em “Agosto”).</p>
<p>Ler os livros de Rubem Fonseca me dá um pouco a sensação que eu teria se, mudando de canal, visse Fernanda Torres com o rosto coberto de fuligem, brandindo uma arma num bar e gritando “Vou meter chumbo no Dr.Mascarenhas, caralho!”. A atmosfera é faux pauvre, os ricos chamam a si mesmos de “burgueses”. Não há nem beleza, nem sequer habilidade na prosa. E realmente tenho a impressão que nenhum policial na vida real diz “tira”.</p>
<p>Agora reparem que consegui escrever este texto inteiro sem fazer menção à famosa cena dos testículos arrebentados em “Bufo &amp; Spallanzani”. Coisa muito fina, muito literária. Amigos meus que defendem Rubem Fonseca dizem variantes da frase “a vida é assim, cara” &#8211; mas juro que não conheço ninguém cujos testículos não estejam intactos, e nem você. A vida não é assim; essa não é a “realidade que estamos vivendo”. Minha realidade é ficar sentado numa poltroninha ouvindo Schubert e comendo banana amassada. E a sua também.</p>
<p>Ah, se a arte é um transporte, um transporte para outra realidade, Rubem Fonseca nos transporta para uma espécie de Nárnia em que personagens de nomes como Ipojucan, Marreco, Claudionor, Ranildo, Kelly e Pernambuco-Come-Gordo eternamente bailam às três horas da manhã deslizando nos testículos estraçalhados uns dos outros. Como não ser grato?</p>
<p>E a revista “Isto É” uma vez o chamou de gênio. Gênio! Se queremos saber a opinião de um gênio de verdade sobre toda a obra de Fonseca podemos deduzí-la desta entrevista que Vladimir Nabokov deu à Playboy em 64:</p>
<p>“Detesto também o assim chamado romance “poderoso” – cheio de banais obscenidades e enxurradas de diálogos – de fato, quando recebo um romance novo de um editor esperançoso – “esperando que eu goste do livro tanto quanto ele” – verifico em primeiro lugar quanto diálogo ele tem, e se parece muito abundante ou muito comprido fecho o livro com um estrondo e o expulso da minha cabeceira”.</p>
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		<title>Whoa, dude! Check out my erotema!</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 05:24:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soaressilva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por que se diz com nojo que um escritor é exibicionista? Só molequinhos de skate podem se exibir? Escritores exibicionistas parecem não se achar demasiadamente bons para recorrer a truquinhos. É uma forma de humildade. &#8220;Vou impressionar você, porque não estou acima de querer impressionar você. Então se segura que lá vai uma frase bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por que se diz com nojo que um escritor é exibicionista? Só molequinhos de skate podem se exibir? Escritores exibicionistas parecem não se achar demasiadamente bons para recorrer a truquinhos. É uma forma de humildade. &#8220;Vou impressionar você, porque não estou acima de querer impressionar você. Então se segura que lá vai uma frase bem barroca.&#8221;  Não consigo deixar de achar que é preciso ter a humildade de não querer ser simples.</p>
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		<title>Chthonic Madness</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 03:44:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soaressilva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gosto muito de Camille Paglia, mas me parece que se eu fosse virgem e a minha única idéia do que é uma vagina fosse a formada pela leitura de Sexual Personae, eu ia achar que uma vagina é um buraco viscoso de onde sai xaxim, magma, ovinhos de barbeiro, lesmas cobertas de muco e uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gosto muito de Camille Paglia, mas me parece que se eu fosse virgem e a minha única idéia do que é uma vagina fosse a formada pela leitura de Sexual Personae, eu ia achar que uma vagina é um buraco viscoso de onde sai xaxim, magma, ovinhos de barbeiro, lesmas cobertas de muco e uma tênia dançante dentuça que ia morder o meu nariz, aos guinchos. E é verdade que algumas são assim  &#8211; como mais Tycho Brahe perdeu o nariz? -  mas há outras que são, contrariamente à visão-de-mundo de Paglia (ou à sua visão-de-boceta), lindas e civilizadas, mais perto de um jardim francês do que de uma selva.</p>
<p>E isso me faz pensar que esse é o problema dos gays: eles leram Camille Paglia e, achando que a vagina é uma fenda penugenta soltando bafios de sopa ctônica primordial, guardam distância dela. Quem não guardaria? Agora, escreva um livro todo comparando a vagina às topiárias de madressilvas francesas no jardim da Duquesa de Mouchy, ou mesmo a um tapete art decô da firma de Jules Leleu, e eles não desgrudam mais dela.</p>
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		<title>Mitzi Gaynor &lt;3</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 04:28:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soaressilva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[* Este vídeo em seis partes de Roger Scruton falando sobre beleza e arte talvez lhe interesse. Aliás, o blog é do sujeito que costumava manter o 2Blowhards, Michael Blowhard. (Eu até gosto do sujeito que escreve lá agora, mas não é a mesma coisa.)
* Este é um dos meus blogs favoritos ultimamente. E este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>* Este <a href="http://www.raysawhill.com/blog/2009/12/30/roger-scruton-on-beauty.html">vídeo em seis partes</a> de Roger Scruton falando sobre beleza e arte talvez lhe interesse. Aliás, o blog é do sujeito que costumava manter o <a href="http://www.2blowhards.com/">2Blowhards</a>, Michael Blowhard. (Eu até gosto do sujeito que escreve lá agora, mas não é a mesma coisa.)</p>
<p>* <a href="http://magicmolly.tumblr.com/">Este</a> é um dos meus blogs favoritos ultimamente. E <a href="http://www.dearcoketalk.com/">este</a> é o blog favorito dela. Não o meu, nem de longe &#8211; mas eu gosto <a href="http://www.dearcoketalk.com/post/355069728/on-nationality">desta</a> resposta, pelo menos.</p>
<p>* Por falar em respostas, meu <a href="http://www.formspring.me/soaressilva">formspring</a> está quase com mil delas. Neste momento tenho 376 perguntas pra responder, algumas de três semanas atrás. Eventualmente respondo todas &#8211; ou pelo menos todas que não envolvam o histórico do meu wiwimacher ou que não me chamem de Xandoco, Xandão, etc.</p>
<p>* O formspring do <a href="http://www.formspring.me/DGR">DGR</a>.</p>
<p>* Tentei postar este vídeo aqui faz pouco, mas aparentemente não está embedando. Mesmo assim: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=3QnpnHrUGC4">salud, buona fortuna!</a> (Primeira vez que vejo rimarem gorgonzola com pepsi-cola.)</p>
<p>* Não sei o motivo de nunca ter prestado atenção em Mitzi Gaynor antes &#8211; até umas horas atrás ela era pra mim só um nome engraçado que o Mel Brooks diz de vez em quando pra fazer as pessoas rirem. Ela era <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Hq0_OgAANgM">maravilhosa</a>. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7FltYdGgRLg">Aqui</a>, ela com Frank Sinatra, Bing Crosby e Dean Martin. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=VANA_9rsEh4">Aqui</a>, ela cantando e dançando It&#8217;s De-lovely com Donald O&#8217;Connor (começa a ver a partir dos 4:00. Assim é que se trata mulher, põe ela num vestido cor de rosa e dança Cole Porter com ela. E só eu gosto muito de cenários evidentemente falsos? Não um gostar irônico, mas um gostar mesmo? Queria que navios do mundo real parecessem cenários bem falsos de musicais, e as ruas também.) <a href="http://www.youtube.com/watch?v=V2hDKLxIJXw">Aqui</a>, o trecho que me interessa vai de 2:34 a 4:03. (Ver essa mulher se sacudindo ridícula e sexymente no palco me fez sorrir bastante.) E <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LFF_iMlraIE">aqui</a>, o melhor e mais sexy número de todos.</p>
<p>* &#8220;The judgement of <a href="http://socialpathology.blogspot.com/2010/01/thoughts-on-beautiful-and-sublime-reply.html">God</a> will be in that moment where he decides whether to accept us or not. The terror for a moment will be horrifying since the potential loss will be everything. The damned will be those whom falling in love with God upon seeing him will be rejected. Their grief will be eternal. The terror of beauty is in its possible rejection of us.&#8221;</p>
<p>* <a href="http://www.chroniclebooks.com/Chronicle/excerpt/0811845389-e3.html">O que fazer no caso de ser enterrado vivo</a> . (Só não entendo o motivo de ter que bater com o cinto fazendo SOS em código morse. Não basta que estão vindo umas batidas de dentro do caixão?) E <a href="http://www.slashfilm.com/2010/02/04/votd-wes-andersons-spider-man/">como seria se Wes Anderson fizesse o filme do Homem Aranha</a> (obrigado à <a href="http://50centssoul.blogspot.com/">Ieda</a>).</p>
<p>* O <a href="http://www.brainpickings.org/index.php/2010/01/20/carl-jung-the-red-book/">Livro Vermelho de Jung</a>. (Está uns R$500 na Cultura.)</p>
<p>* Um <a href="http://www.npr.org/blogs/monkeysee/2010/01/when_in_rome_is_the_worst_poss.html">exemplo</a> de crítica negativa de filme que é divertida de ler mesmo se você nunca ouviu falar do filme.</p>
<p>* <a href="http://www.thisblogrules.com/2010/01/popular-youtube-videos-hand-drawn-with.html">Desenhos de vídeos famosos do YouTube.</a></p>
<p>* <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YtGSXMuWMR4">How to Report the News</a> (obrigado ao <a href="http://altovolta.apostos.com/">David</a>).</p>
<p>* <a href="http://www.youtube.com/watch?v=iYHhgGBfZ20">Julie Newmar</a> num papel meio de Ulla, só de toalha, perturbando a concentração de James Mason.</p>
<p>* <a href="http://thelastpsychiatrist.com/2010/01/im_building_a_rape_tunnel.html">The Rape Tunnel</a>.</p>
<p>* Li <a href="http://www.redtidebluefire.com/debutante.html">esta história</a> num livro de contos surrealistas e fiquei muito interessado em Leonora Carrington. É curta. Lê, vai por mim.</p>
<p>* Um manual do século XIX  de <a href="http://www.telegraph.co.uk/culture/books/3562886/Neal-Stephenson-Self-defence-with-a-parasol-and-turning-a-bicycle-into-a-weapon.html">autodefesa com bicicleta</a>. (A entrevista só faz menção a ele, mas queria saber mais a respeito.)</p>
<p>* <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Sqz5dbs5zmo">Cool Guys Don&#8217;t Look at Explosions.</a></p>
<p>* <a href="http://www.youtube.com/watch?v=3eENWTA0bs4">Melhor e mais maluca versão de Pirate Jenny</a> que já ouvi.</p>
<p>* Estou muito pouco de direita, direitão mesmo, então <a href="http://www.amnation.com/vfr/archives/009226.html">toma</a>.</p>
<p>* Eu só tiraria os dois últimos parágrafos. <a href="http://tcotblog.ning.com/profiles/blogs/sobush-was-an-idiot">Estava bom até aí</a>, não precisava. (Você vê que, ao contrário dos jornais, meu senso de prioridades está certo: primeiro cultura, diversão e whatnot, e só depois política.)</p>
<p>* <a href="http://unqualified-reservations.blogspot.com/2010/02/from-mises-to-carlyle-my-sick-journey.html">Mencius Moldbug</a> sobre Mises e Carlyle.</p>
<p>* Eu queria quase todas as roupas do <a href="http://socialsuicide.co.uk/collection/dictators-of-fashion/">old gent</a>.</p>
<p>* Textos de jornal de mentira, um The Onion mais curto e mais absurdo, de François Cavanna, em <a href="http://chocarrice.blogspot.com/2010/01/voce-sabia-francois-cavanna.html">português</a>.</p>
<p>* <a href="http://rayfrenshamworld.blogspot.com/">Este sujeito aqui</a> se veste como um cavalheiro vitoriano.</p>
<p>* <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WFcinyDkk1Q">Melhor e mais hipnótica</a> cena do cinema de todos os tempos.</p>
<p>* E terminamos com essa olhadinha de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=wkYWSOYlHIo">Anna Karina</a>.</p>
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		<title>Fuck Yeah Blog</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 17:14:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soaressilva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que é essa história, crítico mamalhudo, de um livro não prender o leitor, de uma piada não funcionar e assim por diante? Pergunto porque comecei a ler um livro de Joyce Carol Oates, e fui gostando, gostando, até que tive que pousar o livro no chão pra brincar com o meu cachorro. E quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que é essa história, crítico mamalhudo, de um livro não prender o leitor, de uma piada não funcionar e assim por diante? Pergunto porque comecei a ler um livro de Joyce Carol Oates, e fui gostando, gostando, até que tive que pousar o livro no chão pra brincar com o meu cachorro. E quando ele se foi, reparei que não fazia questão de pegar o livro do chão e continuar gostando dele.</p>
<p>Agora, se eu fosse um crítico, não teria a tentação de escrever que &#8220;o livro não prende o leitor&#8221;,  &#8220;a atenção do leitor se dispersa fatalmente&#8221;, ou qualquer coisa assim? Teria. Mas que leitor? Ele não prende nenhum leitor? Como você pode saber, crítico de joelhos estaladiços? Não digo isso pra dizer que tudo é subjetivo, por quem me tomas? Mas se vamos ser objetivos, não podemos ser objetivos direito? Não podemos imaginar que alguns livros prendem a maior parte dos leitores, outros uma menor parte, outros talvez ninguém, e outros talvez só um véio que ia passando no bairro do Limão? E ainda que alguns prendem uma maioria de imbecis, outros uma minoria de doutos, e outros ambos ou uma combinação qualquer estranha de doutos e imbecis, unidos por qualquer coisa que tenham em comum e à qual o livro se dirige magnificamente? Alguns podem também desinteressar pessoas por motivos aleatórios, pela mesma espécie de princípio que faz com que alguém desgoste de pessoas chamadas Maurício, ou ache todas as Flávias &#8220;metidas a besta&#8221; (eu, por exemplo, não gosto de livros com matutos, ou que usem a expressão &#8220;X é pra lá de (adjetivo)&#8221;), e interessar todos os outros leitores; ou agradar por motivos aleatórios, também (eu tendo a gostar de qualquer livro com um assassino profissional no meio, ou que tenham uma piscina). Essas coisas todas não deviam ser estudadas, a quem exatamente o livro prende, a quem não prende? Ou então simplesmente esquece tudo isso e fala por si próprio &#8211; eu gostei, eu não gostei, eu li lembrando da minha prima Amelinha, ixi onde ela anda?</p>
<p>E me deixe encaixar aqui, estabalhoadamente, embora saiba que ele não tem nada a ver com o que eu estava falando, um pensamento que me ocorreu agora quando fui levar o meu carro na oficina, me deixando com um sorriso de autocongratulação que era visível a quarteirões: que um crítico, ao contrário de um general, só deve atacar quem ele não tem chance de destruir. Bom, hein? Citável, hein?</p>
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		<title>The Ice-Cream Years</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 06:48:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soaressilva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não tenho nada contra twitter, a princípio, exceto o que temos em relação a modas que já passaram um pouco, mas só um pouco de nada, do ápice na popularidade, nos fazendo sentir que se aderíssemos exatamente agora íamos parecer um tanto bobos &#8211; como alguém que tivesse visto com indiferença a passagem de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não tenho nada contra twitter, a princípio, exceto o que temos em relação a modas que já passaram um pouco, mas só um pouco de nada, do ápice na popularidade, nos fazendo sentir que se aderíssemos exatamente agora íamos parecer um tanto bobos &#8211; como alguém que tivesse visto com indiferença a passagem de um desfile militar, só correndo atrás da banda depois que um número suficientemente grande de pessoas já correu também. Agora não dá, tenho que esperar o twitter ser um pouco esquecido.</p>
<p>Mas queria que alguém me explicasse a razão de existência da coisa. Se você tem algo pra postar no twitter, porque não posta no blog? É por causa da baixa expectativa? Porque não tem nenhum comentador de blog no twitter pra dizer &#8220;E eu com isso?&#8221; depois de cada post? Porque é um terreno onde as pessoas se deixam um pouquinho mais em paz?</p>
<p>Mas formspring, <a href="http://www.formspring.me/soaressilva">aqui</a>. Pergunta aí.</p>
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		<title>Bengalada do homem de bem</title>
		<link>http://soaressilva.apostos.com/2010/01/04/bengalada-do-homem-de-bem/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 02:21:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Naquilo que acho erradamente que se chamava de bleg na época dos blogs, pergunto: alguém sabe se há um professor de Jogo do Pau em São Paulo? E não havendo, talvez um de La Canne de Combat? Ou é pedir muito desta cidade furrecamente desprovida de gente se batendo de bengala?
E, mudando de assunto &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Naquilo que acho erradamente que se chamava de bleg na época dos blogs, pergunto: alguém sabe se há um professor de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=zBBmokN6Kg4">Jogo do Pau</a> em São Paulo? E não havendo, talvez um de La Canne de Combat? Ou é pedir muito desta cidade furrecamente desprovida de gente se batendo de bengala?</p>
<p>E, mudando de assunto &#8211; se você ficar um tempo sem postar, será que podia não mencionar os seus &#8220;3,5 leitores&#8221;? Só pra ver o que acontece? Hein?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Marca do canalha</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 08:20:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soaressilva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As piores canalhices da história foram sempre precedidas da expressão &#8220;na boa&#8221; &#8211; as in &#8220;na boa, Rei Henrique VIII, mata o Thomas More aí. Não é por mal não, até me dói falar isso, amo o homem de paixão, me deu de mamar na infância inclusive, não durmo sem ele me fazer cafuné. Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As piores canalhices da história foram sempre precedidas da expressão &#8220;na boa&#8221; &#8211; <em>as in</em> &#8220;na boa, Rei Henrique VIII, mata o Thomas More aí. Não é por mal não, até me dói falar isso, amo o homem de paixão, me deu de mamar na infância inclusive, não durmo sem ele me fazer cafuné. Mas na boa, mata aí.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Já que ninguém fala bem de fanático</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 22:57:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soaressilva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nunca vi uma defesa calma e não-fanática do fanatismo, então aqui vai uma: se você pudesse escolher ter o grau de certeza de um fanático, em relação a todas as coisas, escolheria um grau menor de certeza? E se pudesse escolher ter o grau de paixão de um fanático, em relação a todas as coisas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca vi uma defesa calma e não-fanática do fanatismo, então aqui vai uma: se você pudesse escolher ter o grau de certeza de um fanático, em relação a todas as coisas, escolheria um grau menor de certeza? E se pudesse escolher ter o grau de paixão de um fanático, em relação a todas as coisas, escolheria uma paixão mais desmilinguida? Não, você seria um fanático &#8211; um fanático sobre todas as coisas, da galletita de limão ao bicameralismo. Todos nós no fundo queremos ser fanáticos. A única coisa que um fanático precisa para ser o ideal de ser humano é de autocontrole para evitar berrar e cuspir o tempo todo.
</p>
<p><font size="1">(Por causa <a href="http://twitter.com/polzonoff/status/5944592465">disto</a>.)</font></p>
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		<title>Depois de ver um filme dramaticão</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 20:18:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soaressilva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não consigo deixar de achar que, embora seja verdade que o sofrimento é frequente neste mundo, o cinismo é ainda mais frequente que o sofrimento, causando uma espécie de hipocrisia em que as pessoas não escondem dos outros os próprios defeitos, mas as próprias felicidades. Assim a maior parte dos livros sobre pessoas que perderam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não consigo deixar de achar que, embora seja verdade que o sofrimento é frequente neste mundo, o cinismo é ainda mais frequente que o sofrimento, causando uma espécie de hipocrisia em que as pessoas não escondem dos outros os próprios defeitos, mas as próprias felicidades. Assim a maior parte dos livros sobre pessoas que perderam a família toda em acidentes de carro são escritos por pessoas que ainda têm as famílias todas intactas, e os filmes sobre casamentos horrendos são na maioria feitos por pessoas maravilhosamente bem-casadas, ridiculamente bem-casadas, se formos saber a verdade; ou por solteiros, ou por garotos de oito anos: todos eles apontando um dedo acusatório manchado de nutella contra Deus, suas bocas cheias de balas-de-goma dizendo que a vida é assim, cara.</p>
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