o início do ano ouvi minha prima carioca contar a história de uma cachorrinha de rua que ela tinha recolhido em casa. A cachorra estava grávida quando a minha prima a recolheu, e logo na primeira noite na casa dela, no meio da noite, deu cria. Oito filhotes.
Como não consigo colocar vídeo aqui de, como se diz, jeito maneira, clique aqui para ver esse momento momentoso.
Minha prima não podia ficar nem com a mãe, aka Clarinha, nem com os oito filhotes, tendo já a sua própria antisocial dachsund, e deixou os nove num abrigo de cachorros num lugar que suponho que se chama Vargem Grande (RJ). Na época em que fui para o Rio ela me mostrou um folheto que estava distribuindo, com as fotos dos oito filhotes para adoção.
Fiquei com vontade de adotar todos. (Algum dia ainda vou ter um terreno com sessenta cachorros, comer e beber no meio deles, falar ganindo.) Fiquei com um, que chamei de Spock. Estou com ele aqui em casa, e ele está dormindo lá na sala tranquilão. (Não consigo reconhecê-lo naquela maçaroca de filhotes que está no vídeo.)
Um por um sete dos oito filhotes foram adotados, mas falta a Brígida, que está lá no abrigo. Minha prima escreveu:
É importante falar que ela tem 5 meses e está vacinada. Avisar também que deverá ser esterilizada (importante para diminuir o número de animais abandonados e também para evitar futuras doenças, como o cancer) e, se for necessário, nos comprometemos com a despesa da operação. Quanto ao comportamento dela, em todos os contatos ela se mostrou dócil e integrada com os outros animais da hospedagem.
E em outro email:
Ela é tipo a última garotinha a ser escolhida na aula de educação física. Looks lovely to me.
Se você tiver interesse, pode telefonar pra (21) 97572012. E olá.





Eu adoraria criar essa pequenina, mas estou mui longe.
Ah, esse é teu cel? Vou guardar, se um dia eu for em SP vou te ligar me auto convidando pra tomar um chá com biscoito em sua casa
Alexandre, você anda muito sumido!
Vira-lata assim é que é bom, muitas vezes são melhores que cães de raça, são mais resistentes.
Bonitinha.
É difícil ficar com um cachorro se a pessoa já tem outro que não se acostuma com “novidades”.
Ontem estava com uma cachorra fox paulistinha (terrier brasileiro) com 50 dias. Pedigree, certificada, vacinada e tudo o mais. Deu vontade de levar pra casa. O que ela mais fazia era dormir, filhotes dormem muito.
A Brígida ficar assustada no começo é normal, depois ela se acostuma com um novo ambiente.
Se eu pudesse, ficava com essa cachorra. Um dia ainda quero uns dois, se possível collie e border collie.
Mas acho que não será difícil encontrar gente que fique com ela e que a trate bem.
J.Alencar, não, é o celular da minha prima, que está cuidando da adoção. Mas se vier pra cá e quiser tomar um chá, escreve pra asoaressilva2005@gmail.com. É um prazer.
André – é, nunca tive um viralata, mas a experiência é boa – ele é bem espertinho e alerta, e tão afetuoso que sua causa bate estrondosamente em todas as almofadas e móveis de madeira assim que volto pra casa. Abraços!
Alexandre,
Já ajudei na divulgação dessa causa nobre. Parabéns pela iniciativa.
Abração.
Obrigado, Gabriel!
Fofa!
Pena que estou tão longe. Estou precisando adotar um doguinho. Isso faz um bem danado.
Mas os cães não se dariam bem com meus gatos.
Vou fazê-lo quando tiver um quintal grande, para que possam cavar suas trincheiras e estabelecer bases.
No momento estou com minha prole felina em casa, se deliciando em arranhar sofás e destruir meias para espantar o tédio chuvoso.
Os quatro se dão razoavelmente mal, e não poderia introduzir um cão nessa já tumultuada família sem garantir o direito à retaliação para ambas as partes.
Nada substitui a companhia de um animal. Conviver com eles é como conviver com pessos exóticas, totalmente imprevisíveis (e mudas). Ou seja, é divertidíssimo.
Boa sorte para a Brígida. Com seu olhar irresistível, logo ela arranjará um lar.
Olá, sei que isso não tem nada a ver com o assunto do post, mas achei esse livro muito bom. Trata do assunto com seriedade, não é bobagem de carolas nem material pra ateu-comentador-de-blog. Um trabalho sério mesmo, de quem sabe que o buraco é sempre mais embaixo, ou quase sempre:
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2093171&sid=1872171401241813622177632&k5=19863A5F&uid=
http://www.amazon.com/Hitler-Vatican-Inside-Secret-Archives/dp/0743245970
O chato foi que só me lembrei de falar desse livro pra vc depois de ler, por acidente, uma bobagem desse sujeito — ele é uma espécie de disco quebrado (ou que nunca foi virado) de internet, como tantos outros:
http://pugnacitas.blogspot.com/2010/04/bispo-de-roma-em-xeque.html
E que título jeca o desse texto aí, não? A única coisa que presta é o comentário de um anônimo, logo abaixo.
Se bem que você disse uma vez que “blogs ruins inspiram mais que blogs bons, porque a indignação ou o riso mofino que a besteira causa são boas fontes de posts. O que me fez pensar que escultores deviam não só ir no Louvre estudar mas também na casa da Leda Catunda: estudando os cinzeiros de avião dela meticulosamente, e rindo como velhacos.”
Gostei. Aliás, o blog de onde tirei esse post também é ruim, deprimente. O “dono” era um católico muito, muito carola que, lá pelas tantas, virou ateu fervoroso, ao que parece. Saiu do nada e chegou a coisa alguma, a meu ver. Fanatismos…
Pena que eu moro na paraíba, se não já estava tudo certo. Mas… você é gente boa, Alexandre.
tipos que vira-lata é um cachorro maior mal educado e estabanado. mas é um bocado carinhoso.
Esse “N” inicial tá estilosão. Faz mais posts com inciais assim. E boa sorte com a Brígida!
Legal. Algum dia um descendente da Brígida ainda há de escrever um livro de sucesso e, na Veja, alguém vai comentar: “wow!, é o novo Oscar Wilde”. E na edição seguinte, o tal cachorro Brigidson VIII vai de posar desmunhecando a pata. E para a coluna Gente. E em Búzios. Abs.
Obrigado, pimples.
Meu medo é que o tempo está (platitude chegando) passando e, quanto mais passa o tempo, menores as chances dela ser adotada. Então, se vocês puderem espalhar o link para este post, agradeço. Abraços!
Soares Silva,
Gostava de saber se esta meninota linda já encontrou seu lugar ao sol. Ou à sombra (eu prefiro).
Abraço.
Ainda não, “uma cadeira”, ainda não.
Mandei o linque do teu post pras minhas irmãs que tão no Rio, mas acho dificil por que elas viajam muito. Mas quem sabe elas espalham… farei o possível… Abraços…
Adorei o teu blog. Segui-lo-ei…
M.Lotas e Miranda: obrigado! Voltem sempre.
Você pode não acreditar, mas seu conceito subiu muito depois disto.
Entrei só para dizer que ela é linda e que as pessoas deviam adotar cães em vez de comprá-los. Pretendo adotar no final do ano, quando estiver morando em casa própria.
Alexandre, muito me alegra esse post. Adoro vira-latas e, apesar de não querer parecer uma engajadinha, nosso senhor me livre, também sou contra o comércio de animais e tenho cinco adotados.
Sorte para Brígida e Clarinha!
(_Também_ como a moça logo acima de mim, a Carolina.)
(Aqui não faz itálico? Gente.)
A Brígida encontrou um lar que a mereça?
Engrosso o coro: encontrou?